Nem sempre o tempo pode ajudar a resolver um problema, a sarar uma ferida…Por vezes podemos ter a sorte madrasta de em vez de nos ajudar, pelo contrário nos fazer pior…
Passo a explicar, no meu caso por exemplo, eu há cerca de um ano encontrava-se num buraco negro a nível psicológico…Basicamente o meu sistema de sustentação a nível de problemas, emocional, e social, praticamente se resumia a uma só pessoa. Á custa disso acabei por me distanciar de alguns amigos, de fazer coisas que me davam prazer pensando que se não fizesse isto ou aquilo ia fazer essa pessoa mais feliz, iria deixa-la contente. Ou seja fazer com que ele reforça-se ainda mais o sentimento por mim…
Pois, mas não era bem assim, cheguei a conclusão que esse sentimento era sequer inexistente. A pessoa a quem nos dedicamos com tanto afinco, aquela com quem tínhamos aquele á vontade especial para falarmos do que quer que fosse, pura e simplesmente lidava com as coisas da conhecida maneira “ Entra a 100 sai a 200”, e eu lá no meu consciente pensava estupidamente “ Sabe bem ter assim alguém com quem falar, parece que nos aconchega não sei…”.
E se um dia descobríssemos que afinal essa pessoa era afinal o oposto daquilo que pensamos que era…? Pois, isso mesmo aconteceu…E depois de isso acontecer rebobinamos o filme atrás e ficamos a perceber ainda mais coisas…”Ah! Então aquela desculpa para me dizer isto ou não fazer aquilo, era porque afinal não e a pessoa que eu pensava que era…
Bem eu posso sofrer de Bipolaridade, estar muito contente de manha e com as maiores trombas do mundo ao meio dia e já sorrir incessantemente a noite outra vez.
Mas uma pessoa assim sofre de dupla personalidade, mesmo como nos filmes, o que sinceramente não sei o que é pior. E depois claro, a culpa é nossa…afinal quem era são sempre os outros…
Mais raivoso ainda é sermos uma pessoas lerdas, e na maior das inocências, dá-mos uma oportunidade, e não que volta a fazer exactamente a mesma coisa…incrível não é? Não não é…há animais que tem mais carácter que alguns seres humanos que por aí andam. Eu posso não fazer nada de extravagante nem de solene para a sociedade, mas pelo menos penso eu que ainda me sei comportar e respeitar as pessoas que me rodeiam quer sejam elas conhecidas ou não.
Decisão complicada é ter de tomar uma atitude com uma pessoa com quem nos aproximamos mais…surge então o dilema… “ Nem todas as pessoas são iguais e concerteza o mesmo mal não me irá acontecer duas vezes…” ou então…” Não posso ligar-me demais, e então se me volta a fazer o mesmo que antes? Havendo uma pessoa a faze-lo pode haver ainda mais sem escrúpulos que nos deixem de rastos novamente…”
E uma escolha que temos de fazer para que não saiamos nem acabemos por prejudicar ninguém, afinal um trauma já chega. Trauma porque nem toda a gente se calhar vive a vida da mesma maneira, eu entretanto acabei por perceber que a nossa vida não deve estar apenas presa a uma só pessoa, pois se por algum motivo essa pessoa nos deixa de rodear estamos sujeitos a ficar com um sentimento irreversível, pois era com ela que contávamos, era dela que contávamos com o maior apoio…Enquanto se tivermos um círculo de amigos fortes, com um estamos mais a vontade para falar de problemas familiares, com outro com problemas amorosos, com outro com problemas do trabalho, mais o mais importante com todos eles podemos contar juntos para dar uma gargalhada…
Infelizmente isto é um circulo vicioso começando uma relação do género onde e tudo basicamente centrado na outra pessoa, depois e complicado sair de uma situação assim quando essa mesma relação acaba.
Numa fase seguinte queremos estar sozinhos, pedimos a Deus que ninguém nos chateie, tentamos ir buscar força a algum lado, mas em sitio nenhum a vemos.
Quando noutro capitulo queremos continuar com a nossa vida, de outra maneira (porque não me acredito que se consiga ser como se era dantes tendo uma relação assim…), aí então desejamos ter uma pessoa com quem possamos novamente ter aqueles laços de cumplicidade em tudo e depois para mal dos nossos pecados e nossa estupidez acabamos por associar a pessoa anterior a pessoa que actualmente esta connosco, e aí acabamos por estragar tudo pois não existem duas pessoas iguais, e acabamos por não desfrutar de uma pessoa que talvez nos ajudasse muito e nos ajudasse a sair do fundo do poço, mesmo que por muita força exterior que mostremos…mas já diz o provérbio, quem mais serio está por fora mais chora por dentro, e bem verdade é…por mim falo…
E hoje em dia arrependo me da maneira como lidei com as coisas, a maneira como se costuma dizer…estúpido…
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